Uma folha de cor verde com textura suave sobre fundo preto.

Sobre a Artista

Nascida em Lisboa, Beatriz Narciso formou-se em Realização Plástica do Espetáculo na Escola Artística António Arroio (2019) e licenciou-se em Artes Plásticas na ESAD Caldas da Rainha (2022). Trabalha no espaço multidisciplinar Safra (safra.lx), no Lumiar.

Vencedora da 1.ª edição da WAF - Women in Art Fellowship (2025), apresentou o projeto vencedor na exposição individual “Sótão”, na Sociedade Nacional de Belas Artes (2026). Expôs também individualmente em “Deixemos que a Noite nos Abrace e Ilumine o Nosso Olhar” (Little Chelsea Experience, cur. Céline Couvreur, 2025) e “Mnemis Nostos” (Marvila Art District, cur. Alina de Oliveira, 2023), bem como coletivamente na X Bienal Jovens Criadores CPLP (2024), entre outros.

A WAF- Women in Arts Fellowship teve um impacto transformador no meu percurso, não só pela capacitação e confiança que me deu enquanto artista, mas também por me permitir acreditar que a minha carreira podia crescer sem comprometer a minha identidade criativa.

Jovem artista com cabelo comprido e óculos, vestindo roupa de pintar cheia de manchas de tinta, sentada em cadeira na frente de um atelier de arte com pintura ao fundo.
Jovem artista pintando uma tela com cenas de uma floresta e uma máquina, em um estúdio de arte.

O seu trabalho centra-se na pintura contemporânea enquanto prática de investigação, explorando a relação entre gesto, matéria e imagem. A sua abordagem parte da cor e do movimento, criando composições onde a pintura se afirma simultaneamente como processo e resultado.

Através de uma prática intuitiva e experimental, desenvolve superfícies marcadas por sobreposições, contrastes e diferentes ritmos visuais, entendendo a pintura como um campo ativo de exploração sensorial e formal. O seu trabalho nasce de uma atenção contínua ao processo: mais do que representar, interessa-lhe perceber de que forma a matéria reage, se transforma e dá origem à imagem ao longo do tempo.

As suas obras revelam uma relação direta entre ação e consequência, onde a tensão entre controlo e imprevisibilidade define a linguagem pictórica. Dessa dinâmica emerge uma dimensão física e sensorial que convida o olhar a percorrer as superfícies, descobrindo nelas profundidade, variação e vestígios do próprio gesto.

Mesa de trabalho de um artista com tinta, pincéis e panos sujos de tinta.

Processo em Movimento

Um olhar mais próximo sobre o dia a dia criativo, os bastidores do atelier e os momentos entre obras.